Lâmpadas Fluorescentes

O que é feito das lâmpadas fluorescentes usadas no Laticínio Scala?
05/03/2012

O que é feito das lâmpadas fluorescentes usadas no Scala?

Para que se tenha uma ideia, no Brasil são consumidas cerca de 100 milhões de lâmpadas fluorescentes por ano. Desse total, 94% são descartadas em aterros sanitários, sem nenhum tipo de tratamento, contaminando o solo e a água com metais pesados.
Lâmpadas de vapores metálicos, de mercúrio ou fluorescentes, contêm em seu interior um metal pesado, o MERCÚRIO METÁLICO, substância tóxica que uma vez ingerida ou inalada, causa danos ao sistema nervoso de seres vivos, além de sérios prejuízos ao Meio Ambiente. Lâmpadas são resíduos altamente perigosos, que devem ser descontaminados por empresas especializadas.
No mês de junho de 2010, o Scala enviou seu primeiro lote de lâmpadas usadas para descontaminação pela empresa paulista Ativa Reciclagem.
Foram mais de 5.000 unidades que estavam sendo devidamente armazenadas e estocadas nos últimos 4 anos. Nesse período, nenhuma lâmpada foi jogada no lixo. Para março de 2012 está previsto o envio de mais um lote de lâmpadas (2.800 a 3.000 unidades) para descontaminação.

Como funciona o processo de descontaminação?
Por meio de um sistema de vácuo associado a alta temperatura, o equipamento separa o mercúrio, metal tóxico com alto risco de contaminação, de outros elementos, como cobre, pó fosfórico, vidro e alumínio.
O mercúrio é então reutilizado na indústria química representando uma grande economia ao país pois praticamente todo o volume de mercúrio consumido atualmente no Brasil é importado da Espanha, do México, da Rússia e de outros locais (são 300t/ano).
Os metais como cobre e alumínio são vendidos para reciclagem.
O vidro que resulta desse processo, e que representa um grande volume, é derretido e quando em estado líquido  borrifado sobre cerâmicas e porcelanas formando uma camada de proteção e melhorando o aspecto destes, agregando valor ao produto final.
O que todas as pessoas precisam saber que está previsto na Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010 -  Política Nacional de Resíduos Sólidos – Artigo 33, que as lâmpadas usadas deverão ser devolvidas para o fornecedor, e esses “obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:
• Agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso contenham resíduo perigoso;
• Pilhas e baterias;
• Pneus;
• Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
• Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
• Produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

Ou seja, o consumidor tem o direito de encaminhar esses resíduos para o comerciante que, por sua vez, tem a obrigação de realizar a disposição final adequada.
Obs.: Cuidado com o descarte de lixo eletrônico, pois um típico monitor de PC pode conter até 25% do seu peso em chumbo, considerado pela NBR 10.004, metal pesado de alta periculosidade.
 

Notícias Relacionadas